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Incidência de lesões de joelho e tornozelo em Voleibol





Olá! Tudo bem? Sou a Dani e esse post fala sobre Incidência de lesões de joelho e tornozelo em Voleibol.

O esporte competitivo deixou a muito tempo de ser saudável. Cada vez mais atletas são impedidos de exercer a prática, seja por um curto espaço de tempo ou até são forçados a abandonar o esporte, por causa das lesões que o treinamento impõe, estas lesões são oriundas de uma intensa sobrecarga imposta pelo treinamento sobre as articulações do joelho, tornozelo e cúbito, além de inflamações de tendão, distensões e contraturas musculares.

    Atualmente o voleibol moderno tem exigido muito de seus atletas, o voleibol tornou-se um jogo de muitos saltos, tanto no bloqueio quanto do ataque, no masculino predomina a força dos ataques, enquanto no feminino a defesa se destaca.

    Por exigir uma grande condição física, os treinamentos são mais intensos, provocando uma sobrecarga sobre os seus praticantes, causando um stress muscular muito grande, e o resultado disso são as lesões, seja por desgaste seja por (excesso de treinamento).

    No joelho, de acordo com o estudo, dois terços das lesões são crônicas, como a tendinite. Já as agudas, de solução mais simples, representam o restante, (Folha de São Paulo, 17/03/2000).

    Os atacantes são os que possuem maior incidência de contusão no ombro. Correspondem a 70% do total dos atletas com lesão nessa região do corpo segundo o estudo da USP. O principal motivo para isso ocorrer e o repetitivo movimento de cortar a bola, que exige muito do ombro, (Folha de São Paulo, 17/03/2000).

    Os jogadores que atuam na posição de meio-de-rede sofrem mais da coluna. Dos atletas pesquisados com problema lombar, 80% são dessa posição. Uma das causas da lesão é o impacto do número excessivo de saltos que eles precisam dar nos jogos para defender bolas, (Folha de São Paulo, 17/03/2000) .

    Segundo RETTING (1999), as lesões nas extremidades superiores são comuns em muitas atividades esportivas.

    Cada modalidade impõe um tipo quase que especifico de lesão, por exemplo, lesões de tornozelo e joelho são freqüentes no basquetebol e voleibol que também apresentam grande incidência de lesão no ombro, as lesões de cúbito são mais freqüentes em tenistas, de ombro em nadadores, já no futebol, dependendo da época encontramos contratura e distensões, e com muita freqüência torções no joelho e tornozelo. A maioria das lesões são causadas por técnicas ou mecânica defeituosas e/ou inadequadas, devendo ser feita uma averiguação da biomecânica dos movimentos do atleta lesionado, para identificar falhas que possam estar contribuindo, ou ter contribuído, para a ocorrência da lesão.

    Um estudo realizado pela USP (Universidade de São Paulo) revela que 85% de 60 jogadores de vôlei que passaram pela equipe masculina do Banespa têm, ou tiveram, algum tipo de lesão no joelho nos últimos cinco anos (Folha de São Paulo, 17/03/2000).

    O motivo, de acordo com a pesquisa, é que os atletas estão cada vez mais suscetíveis a contusões, com a evolução do jogo, que exige mais força e explosão do que há 15 anos. (Folha de São Paulo, 17/03/2000)

    Um atleta salta mais de 1000 vezes durante uma semana de treinamento, isto leva a um estresse muito grande em todos os músculos e articulações que estão envolvidas na execução de um salto no voleibol, seja um bloqueio ou durante uma ação de ataque e em eventuais recuperações de bolas, ou para um levantador quando executa um salto em suspensão.

    Este estresse muscular gerado durante o treinamento, mais o esforço realizado durante as partidas, onde as ações são menos controladas que durante o treinamento, leva a uma grande incidência de lesões, seja ela de ombro, tornozelo ou joelho, que foi a lesão priorizada neste trabalho.

    Os atletas de nível médio e de alto nível competitivo apresentam uma ampla variedade de lesões nos tecidos conectivos, nos ossos, ligamentos, tendões e nervos de suas extremidades superiores. A maioria destas lesões está relacionada a traumas diretos ou por repetidos estresses, contabilizando uma significativo parte do tempo das "paradas temporárias" dos atletas, principalmente naqueles que utilizam os braços em arremessos, lançamentos, movimentos oscilantes, rápidos e agarres (RETTING, 1999). As mais comuns são lesões de ombro, cúbito, tornozelo e de joelho, ruptura de tendões, principalmente no tornozelo e no joelho, no joelho os ligamentos são os que mais tem incidência.

    Podemos encontrar ainda as lesões por desgaste, principalmente em atletas com mais tempo de prática desportiva (HULLERMANN, 1978).

    O joelho (fig. 1, (RASCH, 1991)), é classificado como uma articulação complexa (tipo dobradiça), porém, na realidade a extremidade superior da tíbia é formada por duas cavidades, bastante rasas semelhantes a uma colher, e os côndilos femorais são elípticos, de forma que não há nenhum movimento direto do fêmur contra a tíbia. Também, quando a articulação está relaxada em flexão é possível fazer um pequeno grau de rotação, porém, na extensão completa que distende a parte posterior da cápsula, a articulação não faz nenhum movimento. Isto é muito importante do ponto de vista funcional, pois, quando o indivíduo está de pé com os joelhos estendidos, pode relaxar a musculatura da coxa. Assim, qualquer perda na amplitude de extensão obriga a uma certa tensão quando o indivíduo está de pé.

    Entre os músculos que atuam na estabilidade da articulação o mais importante é o quadríceps, pois a sua extensão ativa é essencial tanto para a bipedestação quanto para deambulação. Sendo assim, depois de qualquer lesão de joelho haverá necessidade de exercícios ativos.

    De acordo com MIRANDA (2002), o joelho engloba três articulações: Duas femorotibiais e Uma fomoropatelar.

    Articulação Femorotibial: Os côndilos femorais medial e lateral fazem contato através dos meniscos interpostos ba face articular superior da tíbia, é classificada como articulação sinovial (condilartrose dupla ou dobradiça).

    Articulação Femoropatelar: A face articular da patela é adaptada à face patelar do fêmur, é classificada como articulação sinovial do tipo plana.


    Elementos de reforço do joelho

    Cápsula articular fibrosa: É substituída anteriormente pelo tendão do músculo do quadríceps e da patela.

    Ligamento Patelar: Constituído pelas fibras do tendão do músculo quadríceps. Tem inserção na patela e tuberosidade anterior da tíbia.

    Ligamento Colateral Medial (Tibial): Apresenta a forma de uma lâmina fibrosa, mais larga superiormente que inferiormente. Este ligamento é mais importante que o ligamento colateral medial, em relação à estabilidade do joelho. Está inserido no menisco medial.

    Ligamento Colateral Lateral: Muito mais estreito que o ligamento colateral medial. Estende-se para baixo, a partir do epicôndilo lateral do fêmur até a cabeça da fíbula.

    Ligamento Cruzado Anterior: Tem origem na parte anterior da área intercondilar da tíbia, daí se dirige para cima, para trás e lateralmente, inserindo-se na face medial do côndilo lateral do fêmur. Tem como função impedir o deslocamento posterior do fêmur sobre a tíbia e a hiperextensão do joelho.

    Ligamento Cruzado Posterior: É o mais resistente dos dois ligamentos cruzados, tem sua origem na parte posterior da área intercondilar da tíbia, daí se dirige para face lateral do côndilo medial do fêmur. Tem como função impedir o deslocamento anterior do fêmur sobre a tíbia ou a luxação posterior da tíbia.

    Os Meniscos: São fibrocartilagens que repousam sobre as superfícies articulares da tíbia. Cada joelho possui um par de meniscos, um para cada superfície articular da tíbia (medial e lateral).

  • Menisco Medial: Tem a forma de um "C" e está diretamente fixado ao ligamento colateral medial.

  • Menisco Lateral: Descreve um círculo quase completo, se comparado a um "D", estão inseridos próximos às áreas intercondilares anterior e posterior.

    Segundo, PETERSON & RENSTRON (1995), 50% das lesões nos atletas acontecem por má elaboração na prescrição do treinamento (ACHOUR JÚNIOR, 1997). A prescrição inadequada das sessões vem reduzindo a longevidade competitiva dos desportistas (FILIN & VOLKOV, 1998). O procedimento denominado "saltos" das cargas, é comum nos desportos da atualidade, ocasionando uma redução na carreira atlética do competidor porque o organismo não tem mais reservas de adaptação para assimilar as novas cargas de treino e os resultados nas competições pioram ou estabilizam, resultando no sucesso desportivo por 1 a 2 anos com essa maneira de prescrever o treino (ZAKHAROV, 1992). NOGUEIRA (2002) informa que o treino exagerado prejudica à saúde dos atletas, física e emocionalmente, predispondo estes desportistas às lesões.

    Para BRINER JUNIOR & KACMAR (1997) os saltos no voleibol correspondem a 63% das lesões e são os maiores causadores de lesões de joelho nos voleibolistas. A fase de impulsão é a que mais exige esforço da musculatura do atleta de voleibol (COUTTS,1982). Neste momento é que ocorrem a maioria das lesões nos jogadores, principalmente na cortada (LIAN, 1996). Para NYLAND (1994) os atletas de voleibol se contundem na passagem da corrida horizontal para a elevação vertical. As lesões no joelho estão associados com a fadiga e com o impacto no momento da impulsão (NYLAND, 1994). A fadiga dificulta o amortecimento do impacto, gerando maior sobrecarga nos membros inferiores (UGRINOWITSCH & BARBANTI, 1998).

    As principais lesões nos joelhos são as tendinites e as ligamentares (BRINER JUNIOR & BENJAMIN, 1999). A síndrome do joelho do saltador caracteriza-se por uma tendinite patelar ou no tendão do quadríceps (GHIROTOCC & GONÇALVEZ,1997). A maioria das contusões no joelho acontece em jogadores com 20 a 25 anos ou com 2 a 5 anos de prática no voleibol ou com mais de um turno de treinamento (BRINER JUNIOR & KACMAR, 1997). Segundo GERBERICH, (1987) os homens se lesionam mais a partir dos 30 a 39 anos e as mulheres dos 15 a 24 anos, correspondendo a 61% das contusões.

    O desequilíbrio muscular dos membros inferiores podem gerar alto índice de lesões no joelho (CHIAPPA, 2001) porque o quadríceps é muito exigido no voleibol e os isquiotibiais geralmente praticam um trabalho compensatório insuficiente nas técnicas desportivas do voleibol (MAGALHÃES, 2001). As lesões de joelho também estão associadas pela má coodenação, principalmente no salto dos jogadores (CHIAPPA, 2001).


Lesões por sobrecarga e fadiga

    Denomina-se "fratura por estresse" todas as fraturas ósseas ocorridas em conseqüência de uma sobrecarga de exercícios repetitivos, com a mesma intensidade, no mesmo local, promovendo um desgaste ósseo.

    Nos atletas profissionais, as fraturas por estresse provêm do excesso de treinamento (sem descanso adequado) as seções de exercícios repetitivos feitos centenas de vezes para aprimorar uma técnica, aumentar a força muscular, etc. As seções de treinamento acabam por forçar um determinado grupo muscular que por sua vez vai solicitar uma sobrecarga maior em uma articulação, levando a microfratura.

    Pelo fato de muitos jogadores de alto nível viver diariamente com a pressão do campeonato, há um aumento considerável da carga e do volume de treino. Com isso há um aumento no número de lesões por repetições de movimentos e também de fraturas por fadiga.

    O joelho é uma das articulações mais comprometidas, pois como os saltos são fundamentais para o esporte, as lesões por repetição do aparelho extensor são as mais comuns.

    As lesões ligamentares ocorrem frequentemente em atletas do sexo feminino, as mais comuns são as lesões ligamentares, as tendinites e as lesões meniscais. Isso se deve aos saltos e ao fato das jogadoras terem estatura elevada, com momentos de força e braço de alavancas muito grandes.

    O abuso de treinos de exercícios pliométricos e de musculação para aumentarem o rendimento muscular das atletas aumentam a incidência desses tipos de lesões.

    As lesões ligamentares e os entorses de tornozelo são freqüentes, apesar do uso de tornozeleiras e de treinos de propriocepção. Eles ocorrem com freqüência nas ações junto à rede, seja por invasão do adversário ou pela aterrizagem em pé do companheiro da equipe.

    A prevenção dessas lesões podem ser feitas através da escolha do piso de quadra, o aquecimento adequado antes do treinamento e ao jogo e os exercícios de alongamento, além da dosagem dos treinos seguidos por orientações de profissionais interados no esporte.


Objetivos

    Verificar a incidência das lesões ocorridas nas equipes de Voleibol feminino que disputam o Campeonato Paulista Adulto, no ano de 2005.

    Verificar, efetivamente o índice de lesões de joelho e tornozelo, objetivando relacioná-las ao tempo e excesso do treinamento.

    Conscientizar da importância de exercícios físicos específicos na prevenção de lesões.


Metodologia

    O trabalho foi realizado através de um questionário contendo questões do tipo aberta, e aplicado à atletas de 16 a 32 anos das equipes femininas de Americana, Araçatuba, Araraquara, Jundiaí, Piracicaba, São José do Rio Preto, São Carlos e Taboão da Serra, durante a primeira fase do Campeonato Paulista Feminino da categoria adulta do ano de 2005.

    Nas questões foram abordadas perguntas a respeito da posição em que cada atleta atua, o tempo diário de treinamento e o tempo em que se pratica a modalidade.

    A respeito das lesões foram relacionadas as ocorrências de lesões nos últimos três anos, o tempo de recuperação de cada lesão, os procedimentos adotados durante o período de recuperação.


Resultados

    No gráfico 1 representamos a relação entre as lesões no joelho, tornozelo e outras lesões não identificadas. Encontramos nesta avaliação: equipe de Americana apresentou um índice de 30,7% de lesões no joelho; 46,3% de lesões no tornozelo e 23% de outras lesões. A equipe de Araçatuba apresentou 57,3% de lesões no joelho; 28,5% de lesões no tornozelo e 14,2% de outras lesões. Para a equipe de Araraquara apresentou 14,2% de lesões no joelho; 71,6% de lesões no tornozelo e 14,2% de outras lesões. Jundiaí apresentou 28,5% de lesões no joelho; 71,5% de lesões no tornozelo e nenhum outro tipo de lesão. A equipe de Piracicaba apresentou 83,3% de lesões no tornozelo; 16,6% de outras lesões e nenhum tipo de lesão no joelho. A equipe de São José do Rio Preto apresentou 44,4% de lesões no joelho; 11,2% de lesões no tornozelo e 44,4% de outras lesões. São Carlos apresentou 54,5% de lesão no joelho; 27,2% de lesão no tornozelo e 18,3% de outras lesões e a equipe de Taboão da Serra apresentou 37,5% de lesão no joelho; 50% de lesão no tornozelo e 12,5% de outras lesões.

    A equipe de Araçatuba apresentou o maior índice de lesões no joelho com 57,3%, enquanto a equipe de Piracicaba teve o menor índice sem nenhuma lesão.

    Para lesões na articulação do tornozelo a equipe de Piracicaba teve o maior índice, apresentando 83,3% de lesão e a equipe de Rio Preto o menor índice com 11,2%.

    A equipe de Rio Preto teve o maior índice de outras lesões com 44,4% e a equipe de Jundiaí o menor índice sem nenhuma lesão. Já a equipe de Taboão da Serra apresentou o menor índice da somatória de todas as lesões.

    O gráfico 2 faz um parâmetro entre as lesões ocorridas no joelho, classificadas como: Lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA); Tendinite e Lesão no Menisco. Quando comparados os resultados observamos que a equipe de Americana e Araçatuba apresentaram 50% de lesão do LCA, 25% de tendinite e 25% de lesão no menisco. Para as equipes de Araraquara e Jundiai, relatou-se uma incidência de 100% relacionada a lesão do tipo tendinite, sem apresentarem outro tipo de lesão para esta articulação. A equipe de Piracicaba não apresentou nenhum tipo de lesão no joelho. A equipe de Rio Preto apresentou 25% de tendinite, 75% de lesão no menisco e não apresentou nenhum tipo de lesão no LCA. São Carlos apresentou 16,7% de lesão do LCA, 66,6% de tendinite e 16,7% de lesão no menisco. A equipe de Taboão da Serra apresentou 33,3% de lesão no LCA, 33,3% de tendinite e 33,3% de lesão no menisco.

    Com isso as equipes de Araçatuba e Americana tiveram os maiores índices de lesões do LCA, ambas com 50% e as equipes de Araraquara, Jundiaí, Piracicaba e Rio Preto o menor índice, sendo que nenhuma das equipes apresentaram lesões do LCA. As equipes de Jundiaí tiveram o maior índice de tendinite, ambas com 100% e a equipe de Piracicaba o menor índice por não apresentar nenhum tipo de tendinite. A equipe de Rio Preto apresentou o maior índice de lesão no menisco com 75% e as equipes de Araraquara, Jundiaí e Piracicaba tiveram o menor índice por não apresentar nenhum tipo de lesão. A equipe de Piracicaba foi a única equipe que não apresentou nenhum tipo de lesão no joelho.

    No gráfico 3 representamos o percentual de lesões ocorridas, separadas pelas posição de atuação de cada atleta. As atletas que atuavam na posição de ponteiras apresentaram 32,8% de lesões no joelho, 32,8% de lesões no tornozelo e 34,4% de outras lesões. As jogadoras de meio de rede tiveram 21,7% de lesões no joelho; 56,6% de lesões no tornozelo e 21,7% de outras lesões. As levantadoras apresentaram 16,6% de lesões no joelho; 50% de lesões no tornozelo e 33,4% de outras lesões. As atletas da posição de líbero tiveram 37,5% de lesões de joelho; 50%de lesões no tornozelo e 12,5% de outras lesões. Para as jogadoras da posição de saída de rede tiveram 40% de lesões de joelho; 20% de lesões de tornozelo e 40% de outras lesões. Assim, as jogadoras de saída de rede tiveram o maior índice com 40% de lesões no joelho comparada com as outras posições. As jogadoras de meio de rede tiveram o maior índice com 56,6% de lesão no tornozelo e as jogadoras de saída de rede tiveram o maior índice com 40% de outras lesões.

    Especificamente para as lesões ocorridas no joelho separados por posição de cada atleta e que estão relacionados no gráfico 4, foram citadas: as atletas de ponta tiveram 50% de lesões do LCA; 25% de tendinites e 25% de lesões no menisco. As jogadoras de meio de rede tiveram 66,6% de lesões no menisco, 33,4% de tendinites e nenhuma lesão no LCA. As levantadoras tiveram 33,3% de lesões no LCA; 33,3% de tendinites e 33,3% de lesões no menisco. As atletas que atuavam na posição de líbero tiveram 66,6% de tendinite; 33,4% de lesão no menisco e nenhuma lesão no LCA. As jogadoras de saída de rede tiveram 28,5% de lesões no LCA; 57,1% de tendinite e 14,4% de lesões no menisco.

    As jogadoras que atuam na posição de ponta apresentaram um índice de 50% de lesões no LCA; as líberos tiveram o maior índice com 66,6% de tendinite e as jogadoras de meio de rede tiveram o maior índice com 66,6% de lesões no menisco.

    No gráfico 5 mostramos a ocorrência de lesões nas articulações, separadas por incidência de posição, onde verificamos: 27,2% das lesões ocorreram em atletas que atuavam na posição de ponta; 30,3% das lesões ocorreram com jogadoras da posição meio; 15,1% das lesões ocorreram nas levantadoras, 10,8% nas jogadoras da posição de líberos e 16,6% para as atletas que atuavam na posição de saída de rede. Assim, pode-se observar uma maior incidência de lesões, independentemente de qual tipo, para as atletas que atuavam no meio da rede e na posição de ponta, sendo estatisticamente superiores as demais posições.


Conclusões

    Concluímos que as jogadoras que atuam na posição de saída de rede tiveram o maior índice de lesões no joelho e de outras lesões, enquanto as jogadoras de meio tiveram o maior índice de lesões no tornozelo.

    Em relação as lesões ocorridas no joelho podemos dizer que 50% das jogadoras de ponta tiveram lesões no LCA; 66,6% das jogadoras de meio de rede tiveram lesões no menisco e 66,6% das jogadoras que atuam na posição de líbero tiveram lesão do tipo tendinite.

    De acordo com o índice de lesões ocorridas em cada atleta, verificamos que muitas dessas lesões estão associadas ao excesso de treinamento e a má prescrição dos exercícios.

    É importante que os técnicos e os profissionais envolvidos saibam a importância na qualidade da elaboração dos treinamentos e da dosagem exigida a cada atleta, para que esses números de lesões por fadiga possam diminuir.



Espero que você tenha gostado da nossa abordagem.

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